O judô rubro-negro voltará a marcar presença entre os principais talentos do mundo. Entre os dias 20 e 23 de agosto, em Guayaquil, no Equador, o Flamengo terá três representantes no Campeonato Mundial Cadete: Henrique Bahiense, que disputará a competição pela primeira vez, além de Clarisse Vallim, atual campeã mundial da categoria, e Manuela Maia, campeã do Troféu Brasil Interclubes Sênior de 2026.
Um dos nomes da nova geração do judô brasileiro, Henrique construiu sua classificação com uma temporada consistente. Depois de se destacar em estágios internacionais na Europa, conquistar medalhas importantes e confirmar o bom momento no Campeonato Brasileiro, o jovem rubro-negro garantiu sua vaga na Seleção Brasileira e agora viverá a maior experiência da carreira até aqui.
A notícia da convocação chegou em um momento inusitado e ficará marcada para sempre na memória do atleta.
"Eu estava na fisioterapia, me recuperando fisicamente, quando recebi a notícia. Na hora passou um filme pela cabeça: todos os momentos de dor, os treinamentos, o esforço. Você percebe que tudo valeu a pena", contou. "Fiquei muito feliz por mim, pela minha família, pela minha namorada e pelos meus amigos, mas já comecei a olhar para frente, com muita expectativa para esse novo desafio."
Apesar de ser um sonho presente desde o início da carreira, Henrique acredita que começou a enxergar o Mundial como uma possibilidade real ainda durante a gira internacional da Seleção.
"O primeiro estágio, na Turquia, foi quando percebi que dava para chegar lá. Fiquei em quinto lugar, brigando pela medalha de bronze. Depois veio o bronze em Portugal, que me aproximou ainda mais da vaga, e a medalha no Campeonato Brasileiro acabou consolidando essa classificação. Foi ali que pensei: 'estou no caminho certo'."
Agora, às vésperas do torneio, o foco está em aproveitar cada oportunidade que a competição pode oferecer, sem perder de vista o principal objetivo.
"Quero aprender muito e absorver tudo o que esse Mundial pode me ensinar, tanto tecnicamente quanto mentalmente. Também quero enfrentar atletas de diferentes países e crescer com essa experiência. Claro que vou para buscar o melhor resultado possível, mas tenho certeza de que vou evoluir muito."
Na caminhada até o Mundial, Henrique faz questão de destacar o papel do Flamengo em sua formação como atleta.
"O Flamengo é uma segunda casa para mim. Passo a maior parte do meu dia aqui e essa convocação também é fruto de todo o trabalho realizado no clube. Sou muito grato aos treinadores, à preparação física, à fisioterapia e a toda a equipe que me ajudou a chegar até aqui. Quero continuar trabalhando para conquistar ainda mais."